quinta-feira, 21 de abril de 2016

CELEBRAI!

Celebrai! Brasil 500 anos!
Portugal, Cabral, enganos.
Mercantilismo e Pacto Metropolitano,
Riqueza da Coroa, miséria dos latino-americanos!

Celebrai! Brasil 500 anos!
Genocídio dos nativos pelos insanos,
A chegada da rubéola, do sarampo.
É o presente europeu, aos americanos!

Celebrai! Brasil 500 anos!
Do “Paraíso Tropical”, de sonhos!
“Glória” dos europeus e soberanos,
Não pouparam flora, nativos, africanos!

Celebrai! Brasil 500 anos!
Analfabetismo e um mínimo, desumano.
Injustiças, violência e favelas em cada canto.
Seca, fome, miséria! Celebrai! É o Brasil 500 anos!

Celebrai! Brasil 500 anos!
Caixego, Banespa, Mensalão, Petrobras entre tantos.
O PT da esperança, ignorando a corrupção e o pranto.
José Dirceu, Sarney, Eduardo Cunha e a pizza ao ponto!

É o que restou ao Brasil republicano
Copa do Mundo, Olimpíada, engano
Dinheiro público no ralo e o povo, pelo cano
Celebrai! Brasília e seus insanos!

         Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

terça-feira, 19 de abril de 2016

A IGNORÂNCIA ZURRA

A mula sem cabeça...

Zurra  em sua cocheira

Ostenta crina, mas é bípede

Inteligência de quadrúpede

Banqueteia no pasto da ignorância

Rumina e trota com elegância

O escárnio da rainha das jumentas

Só não se encilha, porque levanta

Num aplauso de ferraduras

Um desabafo das amarguras

Na baia da sua insignificância

Ousa desfilar arrogância

Figura patética, afronta

Parideira de equívocos, tonta

Pensar é arma poderosa

Ser anencéfalo, desfila de cela

Passado, presente, História

Consciência, crítica, memória

Os pacóvios aos relinchos, saúdam nobre senhora

Afronta a inteligência e subestima quem pensa

“Os cães ladram e as caravanas passam”

A cegueira dos estúpidos ameaçam

Professor confrontado com uma Mula do duodeno

O povo ignorante, só precisa de ferro e feno.



         Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

TREM DA ALEGRIA


Rincões, sertões e riquezas infindas
Minas presenteou o mundo, relíquias
Três Corações, Diamantina
Pelé, JK e a grande quadrilha
Médico, político, quem diria
O real e a utopia
O improvável, Brasília
Niemeyer arquitetou, simetria
Paus retorcidos em obra-prima
Lúcio Costa, traços e mestria
Índia do cerrado, mordomia
Marajás, ócio, propinas
“Mil e uma noites”, fantasia
Ali Babá e os ... eu não arriscaria!
O centro do poder, letargia
Ética, honestidade, nostalgia
Canalhas, “ilibados”, hipocrisia
Norte-Sul e o “Trem da alegria”
Pizza e marmelada, pratos do dia
Tapioca, panetone, ambrosia
Faltou o IBAMA, miopia
Defender os biomas, agonia
Fundo Partidário, maravilha
Antes que as bravatas, infindas
Os Atos Secretos em surdina
O maranhense do Amapá, patifaria
Androgenia no Senado, ninguém acreditaria
Tiririca e a educação, que parceria
Cunha e o Conselho de Ética, que ironia
Renan, Lula, Collor, encefalia
"Mito", Temer, Aécio ameaças do dia
Goiás, bicheiro e os pacóvios de joelhos, patifaria
E viva a democracia!


         Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sábado, 9 de abril de 2016

CUBA E OS NOVOS HORIZONTES (1)

          Nem o mais dos pessimistas revolucionários de 1959, poderiam imaginar os desdobramentos e o descortinar dos novos horizontes no século XXI, em tão revolucionário solo cubano.
       Após a sangrenta luta pela independência contra o domínio espanhol, em 1898, os cubanos tiveram que travar outra, a interferência e os interesses dos Estados Unidos, com  a vergonhosa Emenda Platt, aprovada pelo Senado norte-americano em 1901. Um dispositivo legal, inserido na Carta Constitucional de Cuba, que autorizava os Estados Unidos a intervir no país a qualquer momento em que interesses recíprocos fossem ameaçados. Desta forma, na prática, Cuba passou a ser um protetorado estadunidense. Mesmo independente, o país sempre foi quintal ou uma espécie de extensão do território norte-americano, para o deleite  de magnatas e mafiosos estadunidenses. Como Al Capone e seus negócios escusos, o hóspede  vip lendário do 6º. andar do Hotel Sevilla em la Habana vieja. 
       Uma ilha belíssima e encantadora! Belezas naturais inesquecíveis, praias paradisíacas, povo carismático, acolhedor, alegre e criativo. Ostentam com orgulho uma revolução que acabou com o analfabetismo, com o trabalho infantil, que realizou uma reforma agrária verdadeira, com saúde de qualidade e para todos, exportando médicos e ações transformadoras para mais de 50 países em todo mundo!
          Ao final do Paseo del Prado, numa tarde caribenha de Habana Vieja, a imensidão das mornas e transparentes águas do Atlântico, que se confundem com o céu no horizonte, que por um instante, tudo parece mar, tudo parece céu! Um ocaso singular, ao som da algazarra de gaivotas e das ondas quebrando nas pedras vulcânicas e lodosas, do El Malecón, em mais um poético entardecer de Havana.
        Na avenida beira-mar, anônimos caminham apressadamente ao longo do calçadão, outros, nem tanto. Cadeirantes, ciclistas, ao lado de Oldsmobile 1941, Chevrolet Bel-Air Sedan 1956, Buick Super 1953, alguns charmosos “coco-taxi” e cachorros vadios, que vão deixando pelo caminho um indesejável “presente de grego”. 
        Matanzas, Santa Clara, Trinidad, Santiago de Cuba, o eco que ainda se “ouvem orgulhosamente” por alguns sobreviventes do grande legado revolucionário, em reverência as grandes mudanças conquistadas e em memória aos que tombaram na grande resistência, contra o domínio espanhol e o imperialismo norte-americano! Ainda se pode ver e sentir certo fervor patriótico, quando se depara pelas ruas e avenidas ainda hoje, com frases emblemáticas que afirmam: “Bloqueo el genocídio más largo de la história”; “Hasta la victoria siempre”; “Del combate diario a la victoria segura”; “Viva la revolución”; “Esta noche en el mundo tantos millones de niños dormirán en la calle. Ninguno de ellos es cubano”!
         A história de Cuba se confunde com a de um povo excluído e esquecido por seus algozes, ora espanhóis, ora os cães sanguinários de Fulgêncio Batista, fantoche dos Estados Unidos. O povo tomou o destino nas mãos e traçou outra história, agora, de luta, sangue e resistência,  que floresceu nas selvas da Sierra Maestra, sob o comando de Fidel Castro, Ernesto Guevara, Camilo Cenfuegos e tantos outros ícones da grande revolução caribenha.
          Os Estados Unidos, sempre apoiando colaboradores corruptos e militares sanguinários, a direita covarde e hipócrita, como o ditador Fulgêncio Batista em Cuba. O mesmo aconteceu em outras partes do continente americano nos anos 60 e 70, como no Brasil, Argentina, Chile – fazendo “vista grossa” para todo tipo de contravenção que era proibida em solo norte-americano e “liberada” no protetorado. Tráfico de armas, drogas, prostituição e impondo à população, uma política de repressão ferrenha, opressão, miséria e um governo corrupto. Até a Revolução de 1959, o país era um grande prostíbulo para “gringo” nenhum botar defeito,  em todos os sentidos, ao custo do sangue de camponeses, trabalhadores e indigentes.
         O tempo passou e as feridas - umas mais, outras menos - vão cicatrizando e gerando novos panoramas e paradigmas.
         Entendo que talvez, os novos ventos das “mudanças” começaram a soprar em 1998, com a  histórica visita do polonês Karol Wojtyla, Papa João Paulo II, ao país. Acenando ainda que de forma bem modesta, novas possibilidades de diálogo, abrindo caminhos entre o ditador Fidel e o Democrata Clinton. O papel de mediador do Vaticano iniciou-se a  construção de  uma ponte – Havana-Washington - alicerçada nos pilares da desconfiança, com vigas de ressentimentos e nos fantasmas da Guerra Fria.
           A frágil ponte iniciada pelo pontífice João Paulo II, em setembro de 2015, 17 anos depois da primeira visita papal, ganhou mais um reforço, com a visita a ilha de Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco. Um novo capítulo, agora numa perspectiva mais sólida e com menos desconfiança. A Santa Sé tem dado uma contribuição pertinente nesta reaproximação histórica.
           Também em 2015, na VII Cúpula das Américas, realizada no Panamá, desta vez sem nenhuma “santidade” como intermediário, Raúl Castro e o Democrata Barack Obama, selaram com um aperto de mãos, que o caminho do diálogo estava aberto e o passado terá que ser passado a limpo, num processo, que penso ser irreversível.
           É claro que este aperto de mãos entre Obama e o ex-guerrilheiro Raúl Modesto Castro Ruz, já vinha sendo esperado e ensaiado, por boa parte do povo cubano. E por muitos não cubanos também. Um gesto carregado de simbolismos históricos, diante de um presente incrédulo, aos olhos de um passado não muito distante, num aceno de estadista, ainda que duvidoso e de interesses.
           Ser-se-ia até a pouquíssimo tempo, inimaginável a visita de um presidente norte-americano;  na amada e revolucionária terra do grande José Martí, ainda mais, nascido no Havaí, afrodescendente e filho de um queniano muçulmano, menos ainda. Após 88 anos de uma visita presidencial estadunidense a ilha.  Ou seja, as mudanças são inacreditáveis dos dois lados. 
      A incansável esquerda, que enfrentou ferozmente o capitalismo e o imperialismo norte-americano, em favor das minorias,  dos excluídos e a exploração impiedosa, agora, se vê frente a frente com tudo que combateu durante quase 60 anos!
            Independentemente de princípios ideológicos de esquerda ou não, aspirar uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária, penso ser um princípio humano e até inconscientemente, um desejo de todos!


         Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

terça-feira, 5 de abril de 2016

MINHA VIDA


Que saudade dolorida
      Sentida
             Minha mãe
                    Minha vida
                           Infinda
                               Infinita
                                    Infinita
                                         Finita


         Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

VAZIO SEM FIM


Que saudade dolorida
      Sentida
             Minha mãe
                    Minha vida
                           Infinda
                               Infinita
                                    Infinita
                                         Finita


         Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.