A
primeira Expedição Colonizadora portuguesa, comandada por Martin Afonso de
Souza, deu-se início politico-economicamente, ao Brasil Colônia (1530-1815). Que
desde os primórdios, esteve sempre como está, com a “corda no pescoço” e a um passo do cadafalso. O legado da
colonização de exploração, que gerou latifundiários assassinos, coronéis sem
farda e escravocratas, truculência fardada para cidadãos anônimos e o machismo
covarde de indivíduos duvidosos!
Historicamente marcado pelas
Capitanias Hereditárias (1534), a atividade açucareira (XVI, XVII) e
desembocando na famigerada mineração. O quinto
– retenção de 20% de todo ouro
-, Casas de Fundição e a Derrama – imposto que consistia no confisco
de bens dos devedores da Coroa. Os mecanismos sanguinários e implacáveis usuais
do Governo português marcou nossa trajetória, com uma política que fomentou a
miséria, a exploração e o racismo.
A habitual opressão, alicerçada pela
ganância e a corrupção da Coroa, que exigia cada vez mais, de quem tinha cada
vez menos. A necessidade histórica de saciar a sanha dos cofres da metrópole
coube aos colonos, tirarem da boca, para pagar impostos cada vez maiores! Os
que ousaram questionar o domínio ardil e cretino português pagaram com a
própria vida ou foram colocados no ostracismo.
Entre
os inúmeros heróis famosos ou anônimos, controversas à parte, Joaquim José da
Silva Xavier, o “Tiradentes”, tem muito haver com os brasileiros, mais do que se imagina! Vejo um pouco em
cada um, de heroísmo, questionador,
indignação, resistência, equívocos e o quanto o Brasil republicano dos canalhas
do século XXI, nos remete as injustiças e o massacre tributário, do século
XVIII. Da “série los cretinos”, o país
que atualmente tem muito a “Temer”, vive um momento que é a cara de Tiradentes.
A derrama abriu caminho para a insatisfação
latente e coletiva, que nos século XVIII, resultou na chamada Inconfidência
Mineira, que sob a liderança dos chamados inconfidentes, conspiraram contra os
interesses da metrópole. Altos impostos
na Colônia e uma das mais altas cargas tributárias no século XXI.
Sem
anacronismos, impossível não atentar, para quantas semelhanças históricas,
políticas, econômicas, sociais e culturais, em um país singular, repleto de
equívocos político-partidários e de amantes inimigos, aliados nas eleições e
inimigos no Impeachment. No Brasil, “existem duas classes de políticos: os
suspeitos de corrupção e os corruptos”, afirmou David Zac.
Há
muito tempo, o país não atravessava uma crise tão grave. Política, econômica,
social e moral, revelando aos olhos de todos, que até o que parecia “normal” –
corrupção e hipocrisia – atingiu o patamar do intolerável! “Quando os homens são puros, as leis são
desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis”, como afirmou
Benjamin Disraeli.
São 12
milhões de desempregados, inflação crescente, déficit público galopante,
violência de guerra, sucateamento da educação, imoralidade na saúde pública,
insalubridade do brasileiro e um monte de “gente graúda” envolvida no maior
esquema de corrupção da história do Brasil!
Portanto, concluí que realmente, Tiradentes
é a cara do Brasil: com a corda no
pescoço, enforcado e esquartejado! Sendo devorados diariamente, pelos
mesmos algozes insaciáveis, abutres vorazes, carrascos de sempre.
Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de
Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela
Universidade Federal de Goiás, com Habilitação
em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário
Claretiano, Pós-Graduando em Docência do
Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico,
recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião
e crônicas nos jornais Diário da Manhã
e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e
críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto
livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e
crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”,
poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os
séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e 4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o
quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor
do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.