domingo, 24 de fevereiro de 2019

LIBERDADE

Oh! Bendito o que semeia
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n'alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar!

Castro Alves ALVES, C., Espumas Flutuantes, 1870.

MATIZES


Latifúndio, usurpação, Cabral
Amarguras na doçura do canavial
Miséria na riqueza do cafezal
Escravidão vergonha nacional
Racismo, homofobia, imoral
Exclusão,  Febre Amarela, Carnaval
Analfabetismo, corrupção, aval
As inúmeras faces da ignorância e da hipocrisia
Papuda, Bangu, Congresso, patifaria!


Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando (Especialização) em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

JUSTIÇA NÃO É FAVOR


Pompa na... CENSURADO Suprema, Federal
Ilustres senhores, elite intelectual
Para um arcaico Código Penal
Lei analógica para crime digital
Pobre povo aos pés de um tribunal
 “Justiça para todos”, constitucional
Foro Privilegiado, cidadão preferencial
É a recompensa da justiça aos infames, imoral
Sua conta bancária, salvação no juízo final
E trabalhador com estigma de marginal
O Congresso um bacanal
Corrupção é a moral
Saque ao erário é o canal
Copa do Mundo e o carnaval
A saúde pública, imoral
Salve, Salve a justiça Nacional.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando (Especialização) em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.


domingo, 10 de fevereiro de 2019

ILHA DAS FLORES

Na “Ilha das Flores”, não há flores!
É coberta de lixo e fétidos odores
Onde reinam a miséria e os desamores
Controlada pelos porcos e seus senhores!

Na “Ilha das Flores”, não há flores!
A degradação se mistura aos bolores
Aqui, a primavera perdeu suas cores
Onde seres humanos, disputam migalhas com roedores!

Na “Ilha das Flores”, não há flores!
O encanto cedeu lugar para os horrores
Os abutres se deliciam com o torpor dos catadores
E famílias sucumbem em meio à fome, urubus e tratores!

Na “Ilha das Flores”, não há flores!
Não há flores, amores, que resistam... tantas dores.
Não há cidadania, que resista... tantos machambetadores!
Mas, resta esperança que em meio à matança, nasçam ainda, algumas Flores!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.