domingo, 27 de janeiro de 2019

PARVOS


Meu silêncio é dor
Minha indignação grito
A educação que ataca professor
A rudeza da vida desafio
A indiferença estatal constrange
Aos homens públicos brio
O chicote verte o sangue
A intolerância retrocesso
A mão sedenta tange
O preconceito ignorância
A senzala o rubro da dor
A inanição e a falência
O tronco o horror
O calvário de esqueléticos
O delírio do torpor
Zumbis epiléticos
A Casa-Grande o banquete
A hipocrisia o pavor
A miséria debaixo do tapete
Relinchos ecoam
Ferraduras tilintam
Ruminantes amontoam
A parvoíce triunfa
A plateia patética
O país afunda
No abraço dos afogados
Num surto paranoico
Ovacionam os traidores
E bajulam os saqueadores!
Aos amigos a lei
A toga acovardada
Aos inimigos os rigores da lei
Os tribunais soltando os canalhas
Isonomia a la brasileira
O parlamento e a estirpe das rameiras!
Pacóvios nostálgicos
Zurram pela ditadura
De joelhos e encilhados
Adeptos da “servidão voluntária”
O clamor da ignorância
Ferrão e feno para os parvos
E as migalhas dos porcos!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O GRITO DA NATUREZA


O Cerrado indefeso agoniza
A vida clama na Chapada
A fauna silencia em brasa
A flora vegeta na coivara
Em púrpuras primaveras
E a humanidade ironiza!

A tragédia das queimadas
Necrópole e troncos retorcidos
A natureza brada, rangidos
O Jalapão e o Angico
Serra dos Pirineus e o Faveiro
Savana brasileira, Paineira.

Bacias, o Araguaia, o Meia Ponte
Indiferença e a omissão que mata
A sede de poder e a seca insana
Deixou órfã a Onça Pintada
A Jaguatirica e a Suçuarana
Que levam embora parte da gente.

A flama ardente cobrindo como manto
A vegetação abrasiva e em chamas
Faz fatigar o Buriti e a Quaresmeira
O Araticum e a Mangabeira
Da abóboda celeste o nimbo em gotas
 Regando a terra como pranto.

Mama-cadela, Murici, sabor
O eflúvio do Ipê e a beleza em flor
A terra ardendo exala calor
A natureza é dor e torpor
O bioma em brasa, ardor
O tatu-canastra e o lobo-guará, pavor!

Em revoada saiu à Águia-cinzenta
A terra petrificada, covardia, incompetência
A sociedade e o despertar da consciência
O martírio da Lobeira e a fuligem assassina
A indiferença ecológica e as gravatas de rapina
Um campo santo de Tamanduá Bandeira.

 Jaburu, símbolo do Pantanal
E o voo majestoso da liberdade
O encanto da Anhuma na cidade
Pássaro preto gritador, piedade
A Ema e a Curicaca, mortandade
Patrimônio mundial, Ilha do Bananal.

O vergel que renasce em terra fecunda
A natureza pústula insiste em nos brindar
Em searas de esperanças a germinar
Algazarra de gorjeios e banquetes no pomar
O mel das frutas e colmeias como lar
A fecunda resiliência ressurgindo das cinzas!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A CORRUPÇÃO E SEUS TENTÁCULOS

       Falar das virtudes de quem quer que seja, verdadeira ou não, sempre foi mais fácil. Uma espécie de paradoxo do cotidiano, que ser sincero tornou-se ofensa! Dizer o que todo mundo quer ouvir é fácil e doce, ventila poesia, ainda que não seja genuíno! Isso se evidencia quando vem a óbito um canalha, que se redime e vira lenda, não bandido! “O mundo estaria salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas”, afirmou Nelson Rodrigues.
       A corrupção no seu mais amplo e profundo sentido lato corresponde à decomposição das relações humanas, manifestando-se como endemia nacional. Percebo a necessidade de uma reflexão maior e mais séria sobre esta questão.  A desonestidade e a imoralidade política, que permeia todos os setores da sociedade e desnuda o quanto princípios éticos do certo ou errado, tem sido uma linha tênue! “Nosso caráter é o resultado da nossa conduta” afirmou o grande filósofo grego Aristóteles.
     No Brasil, “jeitinho” é hábito. Quem tem ética parece anormal! Segundo a ONG anticorrupção Transparência Internacional, numa avaliação entre 176 países, estamos em 79º. no nível de percepção de corrupção. O que indiscutivelmente, fomenta o surgimento de governos populistas, vociferando políticas retrógadas, ignorando o avanço do abismo social e a exclusão sempre invisível aos olhos do Estado.
      Discutir e refletir sobre esse mal enraizado nas relações pessoais e institucionais, requer acima de tudo coragem e atitude, principalmente sob a égide de uma sociedade falso moralista, hipócrita, camuflada sob discursos conservadores e religiosos. Sobrepondo ao Estado laico e colocando em xeque a frágil democracia brasileira. De liberdades vigiadas e repressões silenciosas, veladas, que colocam a liberdade de expressão e o debate sobre grandes assuntos sob ameaças constantes. “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa”, como disse Jô Soares.
        Chegamos num nível de mentalidade – ou falta - tão preocupante, que para muitos, a corrupção, a trapaça tem se tornado algo “aceitável” e “normal”! Indiscutivelmente, uma vergonhosa inversão de valores que fomenta a cultura nacional.
      Quantas pessoas reiteram de modo explícito e categórico que “todo político é ladrão”? E desde quando for ladrão é normal e aceitável? Às vezes tenho a sensação, que há certo “conformismo”, “aceitação”, resiliência social na alegação. Será mesmo? O que será pior e mais vergonhoso, a corrupção ou a impunidade? E aquela máxima popular de “quem não é corrupto, quando for eleito, tornar-se-á”! Precisamos rever esses conceitos. Não podemos perpetuar a ideia do errado, ser o certo e a nítida sensação, que ser ético nos constrange! A histórica cultura da “esperteza”, da “malandragem”, levar vantagem em tudo, é muito diferente de ser honesto. Ser corrupto, ordinário e desonesto, distancia-nos de uma sociedade mais justa e igualitária.
     Entendo que em todos os segmentos da sociedade, possuem pessoas honestas, de conduta íntegra, bem como aquelas desprovidas de qualquer brio ou caráter. Indivíduos competentes e confiáveis, bem intencionadas, comprometidos e idealistas, como também, os incompetentes, de moral duvidosa, sórdida. Seja político, jogador de futebol, militar, professor, escritor, pastor, padre, bispo católico, bispo evangélico, médium, ateu, à toa, empreiteiro, empresário, banqueiro, famoso ou anônimo, a corrupção é desvio de caráter, crime covarde, vil, que não tem “cara” ou culpa; já o resultado, nota-se em cada analfabeto deste país; na qualidade da educação; na insegurança da segurança pública, na constrangedora e sempre duvidosa, saúde estatal e suas frágeis e patéticas instituições. Nas promíscuas e íntimas relações entre o público e o privado!
         A ideia deste artigo, fruto da indignação – que é o que me move - e dos absurdos quase inacreditáveis deste país, precisam ser vistos e entendidos, como muito além da crítica, da provocação ou de uma “caça as bruxas”, como alguns “ofendidinhos” se sentirão. Até porque, já dizia Rui Barbosa, “não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem.” E como são longevos!
          A proposta é um convite a reflexão filosófica, histórica, moral e política um pouco mais aprofundada. Um despertar para algo que nos parece, infelizmente, familiar e “natural”. Quem sabe, um despertar desse estado de letargia em que se encontra a sociedade, de cidadãos mais conscientes e críticos, intolerantes à desonestidade, que precisam ter clareza e a certeza, que corrupção não é exclusividade de classe política ou qualquer outra categoria profissional.  Um espectro intrínseco nas nossas relações diárias e inerente à condição de indivíduos involuídos e velhacos!
          O desvirtuamento se manifesta nas mais singelas e “ingênuas” atitudes do nosso dia-a-dia. Como “oferecer” um trocado ao policial como compensação por uma “gentileza”, por um “quebra-galho”.  Aquele que suborna é tão corrupto e infame, quanto o que aceita o suborno! O estúpido que vive dando carteirada por ser autoridade – e ainda se apresenta com a clássica e ordinária pergunta: “você sabe com quem está falando”? Isso quando o infeliz, não é um amigo do amigo de uma autoridade, típico do ranço provinciano que nos pariu, nas raízes malditas e vergonhosas do tão antigo e tão atual coronelismo!
        Pode até parecer cultural e “legal”, mas é imoral. Aquela “insignificante” e ingênua cola na escola – que o delituoso de forma patética ainda ironicamente, típico dos apodrecidos -, diz: “quem não cola, não sai da escola!” – não é lindo? Para muita gente, isto é normal! É aí que está o problema. O que fura a fila da cantina, do banco, do estádio, do cinema; que transgride as leis e alguns princípios básicos da boa convivência. Que direta ou indiretamente sempre prejudica alguém; o “jeitinho brasileiro”, como os recibos forjados por grandes “profissionais imaculados” para enganar o Imposto de Renda na hora da Declaração. Ou seja, estão todos no mesmo time de detestáveis, que arrebentam com a Nação, comprometem o presente e ameaçam o já cada vez mais incerto futuro.
      Barão de Montesquieu afirmou, que “a corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios.” Portanto, de nada adianta ir para as ruas com cartazes e palavras de ordem criticando a corrupção, os “mensaleiros”, o “petrolão”, por exemplo, se na primeira oportunidade, o indivíduo tropeça e ignoram princípios, valores elementares e básicos, mesmo sabendo da ilegalidade do seu ato. O constrangedor nepotismo, disfarçado de legalidade e competência. Ou seja, de nada valerá as ferrenhas críticas à corrupção dos outros, se no “nosso” dia a dia, sempre “estamos” tentando ludibriar ou passar alguém para trás. Ainda que seja, enganar-se a si mesmo!
      Dessa maneira, percebo a necessidade de repensarmos nossas atitudes e reavaliarmos princípios éticos básicos, tanto em âmbito privado, como, público. O Brasil é um país gigantesco por natureza, povo trabalhador por excelência, sofredor e vítima da famigerada prevaricação e a incompetência de quem governa e avalizados por alguns cúmplices eleitores.
        Ainda que sombrio e difícil no atual Brasil submarino, é preciso mantermos otimistas e esperançosos por uma grande transformação, que fará da cegueira, da parvoíce triunfante, o caminho alicerçado na esperança e em cidadãos conscientes, críticos e intolerantes ao caos. Usufruindo daquilo que nos aguarda num horizonte ainda incerto, que é o verdadeiro exercício do respeito ao próximo, ao erário público, na construção da verdadeira cidadania. Que ainda tem sido um direito distante, restrito e negado a muitos humildes e anônimos brasileiros, que constroem o patrimônio dos “honoráveis bandidos”, convictos da impunidade das leis e da miopia dos “deuses terrenos” desta republiqueta de bananas e patentes. Em palácios, paraísos fiscais ou presídios, chefiados por quadrilhas de gângsteres, fazendo inveja a qualquer organização criminosa – Yardies, Yakuza, Cosa Nostra.
     Portanto, caros leitores, acredito ser a educação – doméstica, escolar - a arte, o debate de ideias, o contraditório, a leitura, a reflexão, seria o caminho mais próximo, para repensarmos nossos valores e princípios morais, éticos e filosóficos. Na incansável luta pela transformação e a construção de uma sociedade mais fraterna e honesta. Reconhecendo-nos dentro do processo histórico, no qual, estamos todos inseridos e convictos de que somos nós, os únicos responsáveis por nosso destino e por um mundo melhor, ou não.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

ELIANE

                                                                       (ab imo pectore minha esposa)      
Ainda está por dizer
A vida é mesmo surpreendente
Que belo presente, você!
Um descontentamento de contente.
O silêncio ecoa em grande brado
Amor ágape, Dalí, ao lado!

O vento carregado de poesia
O sol, brilho dos teus olhos
Melodia orquestrada, mestria!
Como um mergulho em Abrolhos
A noite se fez dia e de mim um menino
Frágil, pequeno, sorrindo!

 “Cabelos negros como a asa da graúna”
Que fez da chuva, lágrimas do que passou
Eternizando o terno e a vida una!
Estrela maior, brilho que o dia não apagou
Conduzindo-me pelos caminhos do amor
Além das incertezas e da dor!

A mais bela flor se fez primavera, esposa
A fera indomada, domada está, esposo
A desilusão enclausurada repousa
Lume de estrelas, luz, zeloso
Como um clássico do Louvre, Cézanne
Meu Renascimento, obra-prima, Eliane!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

domingo, 6 de janeiro de 2019

O BICHO


Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeira




ECOS DOS SÉCULOS XX E XXI



Séculos XX, XXI, equívocos e frustrações
Tecnologia, sonhos, ilusões, desilusões
Tempos sombrios, catástrofes, furacões
Napalm, Fósforo Branco, Sarín, canhões
Imperialismo, ganância, os “cães” e suas legiões
Agosto atômico, atônito, irônico, psicodélico
Hipócrita, decadente, esquelético e patético!

Hiroxima, Nagasaki, Chernobyl, radioativo
Urânio, plutônio, mortos-vivos
Calcinados, eviscerados, dilacerados
Cirrose, leucemia, feridas cálidas
Zumbis atômicos, vozes silenciadas
Xenofobia, racismo, homofobia, intolerância
Credos, fanáticos, néscios, arrogância!

Primeira Guerra, Guerra Fria, “Guerra Quente”
Tríplice Aliança, Eixo, Aliados,  Entente
Personagens anônimos, famosos, latentes
Heróis, estadistas, déspotas, nazistas
Liberais, comunistas, anarquistas, fascistas
Cristãos, judeus, muçulmanos, budistas
Olhos nos céus e tropeços na terra sucumbida!

Homem na lua, fome e miséria no mundo
Direita, esquerda, centro, imundo
“Pão e circo”, carnaval, futebol, povo moribundo
Copa, Olimpíada, Chikungunya, socorro
EI, Assad, Putin, Trump, Maduro, terror
Oriente Médio, petróleo, insônia do mundo, torpor
“Piedade dos que viveram nestes séculos per seculae seculorum”.

Fundamentalismo, Hamas, Hezbollah
Irgun, Boko Haram, Al-Qaeda, Talebãn, Fatah
Fanatismo e estupidez, ceifando em todo lugar
Sectarismo, arrogância e a tolice humana
Fé e religião, estupidamente, “Guerra Santa”
11 de setembro de 2001, o “mártir” ferido e só
11 de setembro de 1973, a História esquecida do outrora algoz!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sábado, 5 de janeiro de 2019

VERSO DO REVERSO


Os homens bons vomitam
Bombas e eu, poesias
Os excluídos
Funk e eu, Belchior
A famigerada ganância
Guerras e eu, paz
Os generais sanguinários
Canhões e eu, flores
Os reacionários de sempre
À direita e eu, transformação
Os canalhas públicos
Conservadorismo e eu, ruptura
Os néscios
Hitler e eu, Mandela
A estupidez
Stálin e eu, Gandhi
Os irracionais
Escravidão e eu, revolução
A religião
Servidão e eu, rebeldia
A estupidez
Ditadura e eu, democracia
A vida
Tormento e eu, alento
O vento
Furor e eu, brandura
A existência
Stress e eu, nirvana
Os cães
Ladram e eu, passo
Os golpistas
Apunhalam e eu, resisto
Os equídeos de plantão
Zurros e eu, ignoro
A juventude
Paixão e eu, razão
Os parasitas
Palanques e eu, ação
Os equivocados
Destino e eu, trabalho
Os derrotados
Prisão e eu, liberdade
Os vividos
Saudades e eu, encontro
Os indigentes
Abandono e eu, abraço
Os teóricos de botequim
Verborragia e eu, atitudes
A extrema
Intolerância e eu, tolerância
Os retrógrados
Racismo e eu, miscigenação
Os retirantes
Migalhas e eu, fartura
O Governo
A opressão e eu, resistência
A polícia
A repressão e eu, cérebro
O cassetete
A pancada e eu, livros
Os bajuladores de joelhos e eu, jamais
 A Justiça
Omissão e eu, indignação
A covardia
Machismo e eu, desprezo
A indiferença
A opressão e eu, inspiração
“Como diria Dylan” Zé Geraldo
Escreva sua história pelas suas próprias mãos
O povo
Resistência, esperança e eu, atado!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

FÁBULA


O Brasil do MITOlógico
Verborrágico
Intelectuais de mictório
O novo simbólico
Do futuro insólito!

O Brasil socialista
Marxista
Doutrinação esquerdista
Para quem não aprende nem tabuada
Relinchando da senzala!

Continência para Imperialistas
O zurro dos moralistas
O capitão surrealista
Brasil acima de tudo
E a escumalha sob coturnos!

Ordem unida da insensatez
Embriaguez
Fetiche em caserna
Arco-íris verde e amarelo,
Azul e rosa
Laranja!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

INSONDÁVEL


A liberdade desvela
A saudade eterniza
O sonho inspira
A vida transpira
O surreal na janela!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.