domingo, 13 de outubro de 2019

A GRANDE CONTRIBUIÇÃO CULTURAL AFRICANA NA FORMAÇÃO BRASILEIRA


O paradoxo entre o racismo e nossas raízes

        O notável historiador grego Heródoto, afirmou que “o Egito é uma dádiva do Nilo”. Em um mergulho histórico nessas águas férteis e abundante do mais extenso rio do mundo – 6.853 km – e margeado por uma rica biodiversidade, com grandes plantações de arroz, trigo, banana, palmeira, papiro, ébano, entre outras culturas, revelando-nos uma obra-prima, de “faraônicas” construções e reinos poderosos ao longo de todo seu caminho. A África revelou-se não só como o “berço da humanidade” e o provável início da Teoria Evolucionista, como também, um continente farto, civilizações monumentais e cultura marcante. Que resistiu ao tempo, às intempéries da natureza e a rudeza de lutas infindas e invasores.  
        Terra ardente e resistente como seu povo, que se fez em meio a desertos e oásis, savanas e florestas, mares e rios, sob a resistência e a égide dos guerreiros iorubás filhos de Ogum. Ergueram impérios poderosos, desenvolveram culturas e tradições milenares, inúmeras línguas e dialetos, revelando uma diversidade cultural e geográfica singular. Flora e fauna exuberantes, que resistiram a escaldantes secas e tempestades indomáveis, alicerçando um continente desconhecido por muitos, “mística, lendária e selvagem” – ignorância histórica - e por outros, admirada e usurpada.
        Uma África vasta em diversidades, como o ecossistema do Serengeti e sua migração anual de gnus, zebras e gazelas, além do imponente e majestoso monte Kilimanjaro, ambos na África Oriental; o Delta do Okavango em Botswana é o maior delta interno do mundo. Na África Austral, entre miragens e areias tórridas, o Kalahari é o segundo maior deserto africano e o Saara, o maior do continente e o mais abrasador do mundo; estendendo-se por mais de dez países, constituindo a subdivisão natural da África.
        Desde o despertar das primeiras civilizações no continente, os egípcios estabeleceram contatos com outros grandes povos e culturas, como gregos, romanos, macedônios, persas e tantos outros, impressionando a todos pela grandiosidade de seus monumentos e sua magnífica arquitetura, repleta de palácios, templos e pirâmides. A “África Branca” ou do Norte, mais tarde, entrará em contato com os árabes e a religião Islâmica.
         Ao sul do Saara, conhecida como “África Negra” ou Subsaariana, destacaram-se os Bantos e formações culturais próprias. Deslocando-se do oriente em direção ao sul da África, atualmente nas regiões da Nigéria e Camarões, atingindo o auge de seu expansionismo entre os séculos VIII ao X. Com características nômades, os Bantos espalharam-se pelo continente e não constituíram um grande império, misturando-se a outros povos e legando muito de sua cultura por toda África.  Como por exemplo, a língua que deu origem a mais de 1.000 dialetos e muitos deles ainda falados nos dias atuais.
        Destacou-se também a importância histórica e cultural dos povos de Angola, Mali, Congo, Benin, Togo e todas as suas contribuições dentro de um processo sincrético e latente na cultura brasileira. Ocorrendo um contato direto, a partir de fins do século XIV, quando europeus e africanos, intensificaram a atividade comercial escravocrata, além das fronteiras da África. Atividade que inclusive, já ocorria no continente, antes mesmo do contato direto com os portugueses e a sanha mercantilista.
         No século XIX a busca por novos mercados fornecedores de matéria-prima e consumidores, gerou uma disputa voraz para atender as necessidades do capitalismo industrial, intensificando-se a pilhagem na África e Ásia, fomentando a política imperialista e o discurso da “supremacia racial”. Criando abismos históricos, sociais, culturais, étnicos, internos e externos, abrindo feridas “incuráveis” como as fomentadas pelas fronteiras artificiais, paridas na irresponsável Conferência de Berlim (1884-1885). Ecoam pelos séculos, a rapinagem e a exploração, reforçando o racismo e a miséria de um continente paradoxalmente, rico. A mesma África de grandes vultos históricos, vencedores do Prêmio Nobel que lutaram incansavelmente contra a violação dos Direitos Humanos e a vergonhosa política do Apartheid (1948-1994), presenteando o mundo com Nelson Mandela, Desmond Tutu, Winnie Mandela, Zenzile Makeba, Albert Lutuli, Wangari Maathai, entre outras inúmeras e ilustres personalidades como Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Carolina de Jesus.
          Portanto, o Imperialismo foi um processo com consequências catastróficas para Ásia e África, submetidos a ações ardilosas e violentas, apoiados por um discurso desde o século XVIII da “superioridade racial branca” e científica europeia, sobre os povos africanos e o darwinismo social.
         O grande legado cultural e toda sua importância étnica africana; a sabedoria popular dos grandes guerreiros e chefes tribais; os anciãos e seu papel na preservação do patrimônio e das tradições culturais milenares nas comunidades; a força e a importância dos laços familiares e com a mãe-terra. Cultura transmitida oralmente e em todos os lugares; a importância das lendas e as tradições na construção da história dos povos da África; o iorubá e as inúmeras línguas e dialetos; as religiões de matriz africanas, a força e a grandeza de seus orixás, babalorixás, babalaôs e seus rituais, possuem um papel especial na cultura brasileira.
          Ainda se ouve o alarido festivo sob o comando de ogan nulú ao som de atabaques, berimbaus e agogôs, que ecoam de quilombos e quilombolas. Faz-se ouvir a grande alegria – camuflando a dor e a distância -, ritmos e inúmeras cores, misturando-se ao rubro em cascatas pelo corpo. A música das senzalas e mocambos coloca a Casa-Grande para sambar. O sincretismo, a capoeira e a dança marcada, salve, salve o Congo e Nossa Senhora do Rosário, a Congada!
         Escravos africanos vítimas do senhorio cristão europeu, trazidos a ferro pelos portugueses para o Brasil, amontoados em navios asfixiantes e em condições ultrajantes. Sob o tilintar dos grilhões, desembarcaram e, com eles, além da dor do exílio, a saudade de Oyó. Sua garra e suas raízes como armas de resistência e esperança. A identidade que os açoites e a senzala, que o racismo e a intolerância, não conseguiram silenciar ou apagar.
          A construção da grandeza dessa terra, inúmeras vezes marcada pelo sangue alheio, para saciar a sanha de latifúndios canavieiros, mineradores, cafeeiros, numa supremacia branca, patriarcal e ordinária. O sal gotejado na terra fértil, irrigada pelo suor de bantos e sudaneses, fizeram a fortuna e a doçura da cana e da vida de muitos infames senhores. Do açúcar alvo como a neve, que deixava mel o amargo café. Temperado pela vergonhosa escravidão dos renegados e a miséria dos ignorados que tanto contribuíram para a grandeza econômica e cultural do país! Pelas mãos calejadas e pés em brasa, impávidos cor de ébano, historicamente inferiorizados e marginalizados, pela intolerância caucasiana e racista.
         É inegável o quanto somos um país miscigenado – índio americano, branco europeu, negro africano. Uma diversidade cultural e religiosa riquíssima, fruto do sincretismo e do ecletismo cultural-religioso. Que nos legou não só um povo multirracial, como também, o cristianismo e suas convicções, a grandeza das religiões de matriz africanas e suas tradições milenares. De Xangô deus da justiça, do fogo, tanto quanto Tupã para os Tupis-guaranis.  O mesmo Atlântico que banha a Baía de Todos os Santos é o mesmo que banha a África, seus orixás e os caracóis de todos os cabelos.
         Manifestações culturais como as Congadas, congado ou congo, realizada em algumas partes do Brasil, consiste numa celebração, expressão de agradecimento do povo congolês aos seus governantes, inspirada no Cortejo aos Reis Congos.  Festividades que revelam uma tradição de encher os olhos, um mergulho cultural e histórico, da vitória da resistência contra a opressão! Um espetáculo a céu aberto, tendo o sol como as luzes da ribalta, numa grande e colorida festa popular e que indistintamente, abarca e abraça todos os credos, etnias e níveis sociais. Numa demonstração clara do quanto às diferenças, nos tornam tão iguais! Das catedrais e sinagogas, as mesquitas e terreiros; de todos os santos aos orixás; do sincretismo religioso ao respeito e a tolerância. O folclore e a religiosidade presentes na tradição.
       A importância, as influências históricas e culturais africanas, na construção da identidade do miscigenado povo brasileiro, em uma convivência com tamanha diversidade étnica, religiosa e cultural. Perpassando e presente no nosso vocabulário - angu, banzo, cachaça, cachimbo, cafuné -, culinária - acarajé, vatapá, feijoada, cocada -, música e dança – samba, capoeira, lundu, Maracatu, Congada, Cavalhada, Moçambique -, religião – Candomblé, Vodu e com raízes africanas como a Umbanda - e uma infinda contribuição, que torna-nos um pouco tão africanos, quanto brasileiros.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

CONGADAS


TRADIÇÃO E FÉ AO SOM DOS ATABAQUES

      Chegou a hora, o despertar com a Alvorada, ruas em festas, tambores, cuíca, caixa, reco-reco, pandeiro, cavaquinho, tamborim e a sanfona. O som da África, batuques, atabaques, grande alegria, ritmos e muitas cores, os ternos, tradição e auto de fé. A música das senzalas coloca a Casa-Grande para dançar. O sincretismo e a dança marcada, salve, salve o Congo, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Congada!
     Estudos apontam que a partir do século XVII em Pernambuco, escravos africanos vítimas do senhorio cristão europeu, foram trazidos pelos portugueses para o Brasil, em navios asfixiantes e em condições ultrajantes. Sob o tinir dos grilhões, desembarcaram e, com eles, além da dor do exílio, a saudade da terra mãe. Sua garra e suas raízes como armas de resistência e esperança. A identidade que os açoites e a senzala, que o racismo e a intolerância, não conseguiram silenciar ou apagar.
        A construção da grandeza dessa terra, inúmeras vezes marcada pelo sangue alheio, para saciar a sanha de latifúndios canavieiros, cafeeiros, numa supremacia branca, patriarcal e ordinária. O sal gotejado na terra fértil, irrigada pelo suor de bantus e sudaneses, fez a fortuna e a doçura da cana. Do açúcar alvo como a neve, que deixava mel o amargo café. Temperado pela vergonhosa escravidão dos renegados e a miséria dos ignorados!
        Pelas mãos e pés de guerreiros que por sua pele negra, resistência de ébanos africanos e afro-brasileiros, historicamente ignorados,   inferiorizados e marginalizados, justificada pela pseudociência da Eugenia, alicerçada na intolerância e no darwinismo social.
      É inegável o quanto somos um país miscigenado – índio americano, branco europeu, negro africano. Diversidade cultural e religiosa riquíssima, fruto do sincretismo e do ecletismo cultural-religioso, que nos legou não só um povo multirracial, como também, o cristianismo e suas convicções, a grandeza das religiões de matriz africanas e suas tradições milenares. De  Xangô deus da justiça, do fogo, tanto quanto Tupã para os Tupis-guaranis e seus Xamãs.  O mesmo Atlântico que banha a Baía de todos os santos, banham a África e seus orixás.
         Outubro é realizada a festa em louvor a Nossa Senhora do Rosário em Catalão. A beleza e a grandeza do sincretismo, com elementos de fé, o cristianismo e das raízes africanas, que permeiam nossa identidade cultural. Conhecida como  Congadas, congado ou congo,  realizada em algumas partes do Brasil,  consiste numa celebração,  expressão de agradecimento do povo congolês aos seus governantes, inspirada no Cortejo aos Reis Congos.   
      As festividades na cidade acontecem desde 1876,  revelando uma tradição de encher os olhos, um mergulho cultural e histórico, da vitória da resistência contra a opressão! Um espetáculo a céu aberto, numa grande e colorida festa popular e que indistintamente, abarca e abraça todos os credos, etnias e níveis sociais. Demonstração pública e inequívoca do quanto às diferenças, podem ser agregadoras e nos tornam tão iguais!
        Os ternos coloridos e festivos, congadeiros e devotos de todas as idades, animam por onde passam o cortejo, com muita dança, sob o ritmo da zabumba, cantorias, alegria e fé. Há uma hierarquia, onde se destaca o rei, a rainha, os generais, capitães, etc. O folclore, a festa popular e a religiosidade presentes na tradição, além das raízes do Congo, também de Angola, Moçambique e outras regiões da África.
        Portanto, deixo aqui, dois convites. Um, para visitar Catalão e suas históricas Congadas. O outro, uma reflexão. O quanto muito nos enriquece, esta convivência com tamanha diversidade étnica, religiosa e cultural. Que nos coloca frente a frente, com questões desafiadoras, pautadas pela informação, respeito e a tolerância. Princípios elementares, básicos, grandiosos e determinantes para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária.
         Querendo ou não, todos nós temos sangue negro! Alguns, nas mãos. A mesma que segurou o chicote e hoje ostenta o racismo e a intolerância!                      
          Axé!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sábado, 7 de setembro de 2019

ALFENINS E VERSOS

 130 ANOS DE CORA CORALINA

 Arraial de Sant’Ana, rincões
Vila Boa e a Serra Dourada
Ravinas da vida, marcadas
Anna Lins dos Guimarães
Versos de ruas tortuosas
A doceira da poesia
Metáforas da alegria
Noites goianas, formosas
Às margens do Rio Vermelho
A “casa velha da ponte”
Água corrente da fonte
Anhanguera, Diabo Velho
Vetusta, passos lentos
A grandeza das palavras
Mulher de fibra, gramática
Ode ao vento
Afrontou seu tempo
Letras e pensamento
Contestou o silêncio
A formosura em lirismo
Lagarta feia da Ponte da Lapa
A mais bela das borboletas
A primavera e as violetas
O eflúvio da madrugada
Em sinfonia e poesia
Nas veredas de Goiás
O bioma das gerais
A resistência feminina
Símbolo da literatura
Lutou pela liberdade
Amores, dores, saudades
Irreverência e cultura
 Entre tachos de cobre
e milharais
Mal traçadas linhas
e madrigais
Vivência em doces palavras
Farricocos iluminam o céu
Auto de fé, penitência
Tradição, resistência
Procissão do Fogaréu
Ruelas calçadas de pedras
Manchadas pelo sangue
De anônimos sem nomes
Suor de negros e negras
Em vielas que sentem
Muros que murmuram
Senzalas que gritam
Caminhos que gemem
A poetisa doceira
Alfenins e versos
Côncavo e o convexo
Literatura em compotas
Fez da rudeza
A beleza da poesia
Grandeza infinda
Cora Coralina.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

AINDA RESTA-ME A DIGNIDADE


Quando o local de trabalho vira “vale tudo”

         Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas, diz que “viver é negócio muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo...”, quão magnífico reside no sempiterno aprender! Árdua caminhada de felicidade meteórica e sofrimentos longevos na diária via crúcis, numa luta dura e desigual. Entre caminhos tortuosos, o bálsamo das glórias em migalhas e os odiosos espinhos cravados de criaturas desprezíveis, como os bajuladores! Em meio ao suor do labor e o sangue fomentado pelos covardes e infames. Figuras nefastas, vil, notória incapacidade moral e inteligência duvidosa. Fazem de uma ocupação temporária, tábua de salvação ou prêmio de consolação, para os fiascos da vida pessoal.
     Para alguns, uma função no serviço público ou privado, seria talvez, a maior conquista possível para um fracassado nato, que faz disso, um projeto de vida. Procura garantir suas mesquinhas ambições, em torno de um mísero salário e viver sob as migalhas das benesses do Estado, sendo capazes e propensos a tudo. É deprimente ver tanta gente saindo pela porta dos fundos do que lhe restou de dignidade. Por isso uns têm preço, outros têm valores. “O bajulador, adulador ou lisonjeador e quase sempre um ente infeliz, porque se sente inferior e se reconhece desprezível”.
      Subornam seus próprios princípios, negociam a moral, atacam à ética, se cercam de inábeis e energúmenos, sempre escoltados por um exército patético de fiéis medíocres, servis e mofinos.  Aprendi desde a mais tenra idade, que certas coisas, são inegociáveis, como caráter e dignidade, por exemplo. Despertar a ira de “superiores hierárquicos meritocráticos”, por não se vender por um pretenso cargo, torna-se um perigo para sua permanência. “O melhor indicador de caráter de uma pessoa é como ela trata as pessoas que não podem lhe trazer benefício algum”.
     Incapazes de perceberem que as instituições permanecerão e seus reles cargos, irrelevantes ou não, funções e ocupações, passarão e quase sempre, jamais serão lembrados – principalmente por seus subordinados ou colegas de trabalho. Ante sua constrangedora e limitada capacidade intelectual, não compreendem o quanto é fugaz suas posições de manteigueiros, frutos podres da mendicância, insignificância profissional e moral. Sempre a sombra, a espreita, nas alcovas tramando as armadilhas ascosas, no próximo puxa-tapete.
       Os aduladores, sempre às voltas com os lambe-botas, conspiradores, vorazes e sedentos de mãos estendidas incansáveis a pedir algo, de joelhos em busca de um “carguinho” mequetrefe, camuflando suas agruras pessoais. E danem-se os escrúpulos! O triunfo de uma tropa de idiotas, prontos para blindar seus padrinhos e abrirem caminhos, aos seus apadrinhados, ainda que de cabelos grisalhos, pois “os canalhas também envelhecem”, dizia Rui Barbosa.  Algo muito habitual na administração pública e privada, tratar os iguais, de forma diferente.
     Maquiavel dizia que os fins justificam os meios. E nessa perspectiva, vale tudo! Assédio moral, repressões silenciosas, perseguições veladas, a implacável acossa aos que não compactuam com as práticas promíscuas da bajulação, consistindo em um ato grave de rebeldia e insubordinação. Pensar então, imperdoável!
        Quão ultrajante é o convívio com esses infames. Tacanhos, bazófios, torpe e muito mais típico dessa estirpe de projeto malsucedido de ser humano. Covardes e bajuladores, os paus-mandado de seus protetores imediatos, sempre de angelicais sorrisos, beijos de Judas e tapinhas nas costas de Tamanduá Bandeira.  Os calorosos abraços mortais das serpentes e os ataques sórdidos pelas costas! “Que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio”? Bertolt Brecht.
       Entendo que de alguma forma, o afastamento de alguém de suas funções, atenda aos interesses de outrem ou por razões escusas. Não quero acreditar que o ato de estudar, buscar qualificar-se se torna uma falha grave dentro de uma instituição de ensino e incomode tanto uma plateia que zurra e trota! Bem afirmou Tony Robbins, “o conhecimento é uma das grandes maneiras de quebrar as algemas de um ambiente limitador”.
       Portanto, não aprendi negociar meu caráter e minha dignidade, por emprego, concurso, função ou qualquer compensação financeira. Por isso continuo ignorado e desprovido. Ainda posso andar de cabeça erguida, com ou sem um cargo público! Pois “os cães ladram e a caravana passa”. A pior das injustiças é a institucionalizada. Pois a questão maior, não se trata da falência moral e econômica do sistema, ele foi criado exatamente, com essa finalidade, para não funcionar, perseguir e excluir. “Prefiro morrer de pé que viver sempre ajoelhado”, faço minhas, as palavras de Emiliano Zapata, meus pérfidos amigos de trabalho.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

7 DE SETEMBRO



Capitães do mato
Sob o manto do Estado
Justiça infrutífera
Sementes combalidas
Miséria parida
Sonífera “nova política”
Inépcia e tolhida
O sangue ainda verte
O tronco rubro tange
Colheita maldita
Incultura que ceifa
Infecta seiva
Terra sucumbida
Urubus e suas mídias
Sementes que não germinam
Grãos que não multiplicam
Safra de indigência
Silo de miséria
O racismo cristão
Chicote e salvação
Coldre no coração
Vergel de parvos
Solo devastado
Celeiro de mentecaptos
Pseudociência de asnos
Democracia racial
Nepotismo imoral
Padrão oficial
Marcha delirante
Trote dos pacóvios
Ovacionam os beócios
Moral decadente
A negra pele estendida
Vítima da mesma bala perdida
Alvo sempre a periferia
Fetiche nacional
Deboche internacional
Carvalho, Queiróz
Viva o Brasil de Oz
Os navios tumbeiros
Favelas e terreiros
Os algozes justiceiros
Histeria na estrebaria
Moral à brasileira
A floresta é carvoeira
Blindar parentes e amigos
Viva a isonomia
Misoginia, homofobia, hipocrisia
Pensar é ato de rebeldia
Violência e ignorância
 nosso pão de cada dia!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sábado, 1 de junho de 2019

FRAGMENTOS 5


Na selva dos horrores, em meio a tanta cana doce, macaco chupa taboca; raposa vigia galinheiro e o rei zurra verborragicamente, diante da bizarrice fecunda em cascatas de golden shower! Os idiotas úteis e puxadores de carroças, sob a égide do chicote do deboche, donas da esbórnia universitária que transformam o Equus asinus Brazilis em zona do baixo meretrício, frequentada por nobres de família e bajuladores do enviado imolado, que resistiu ao sacrifício.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

FRAGMENTOS 4


O sibilante som do berrante na alvorada, ovacionam os impropérios, marcham sincronizados os bestiais carrapatos, camuflados no vergel, banqueteando ao lado de carcarás e hienas, milicianos selvagens, travestidos de justiceiros da natureza. Seara fértil de frutas cítricas de sabor amargo da hipocrisia, exalando fétidos odores de fantasmas eleitorais e aspones fiéis! O surreal da goiabeira que bicho da fruta podre só atinge miolo de pote dos resquícios da dignidade.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

FRAGMENTOS 3


O espetáculo circense com os três patetas a tira-colo, sob as luzes da ribalta, os arautos da moral, esbaldando on no picadeiro da parvoíce triunfante, ante o big boss encantador de serpentes, dos cordeiros de Deus em pele de lobo. O patético show da mediocridade genética e o tinir de cascos com distintos privilégios.


Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

FRAGMENTOS 2


Romãozinho reinava na Xara e a balbúrdia das moto-serras em reservas, sinfonias para embalar madeireiros amigos do rei, sob o manto da lei cega quando quer e censura quando convém. A obscuridade que insiste em não dissipar, entre densa e fria névoa, tímidos lampejos de sensatez, permeando tempos sombrios, em meio aos confetes da insanidade! Cenário de terra arrasada, frente à histeria da ignorância coletiva, a outrora esférica, agora planificada, quadrada como muitos de seus habitantes, beócios em êxtase e seus pares encangados, numa marcha fúnebre da ciência.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.


FRAGMENTOS 1


Era um lugar kafkiano, tocado por um lorpa e uma plateia no lugar de povo. Um reino chamado de Equus asinus Brazilis abundantemente farto de relva fresca e feno para deleite de palácios, casebres e tocas.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sábado, 4 de maio de 2019

ABOLIÇÃO 2


Derrogação da miséria
Da injustiça social
Escravidão imoral
Alforriados na favela
O silêncio do açoite?
Indigentes como a noite
Invisíveis
Lúgubres
Agonia gilvaz na alma.

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

sábado, 27 de abril de 2019

ABOLIÇÃO 1


13 de maio de 1888
O bálsamo do chicote
Feitor, ferraduras e trote
Na Casa-Grande velório
Festejos na senzala
Liberdade amarga
Opróbrio histórico!


Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor, poeta, escritor e palhaço voluntário de hospital. Colabora com artigos de opinião, poesias e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

PODER



 Palavras ácidas
Solenes, suaves
Faca afiada
Navalha
Acolhem ou matam!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Claretiano Centro Universitário, Pós-Graduado Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Africana; Mestrando em História – Cultura, Religião e Sociedade – pela Universidade Estadual de Goiás. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã, Jornal Opinião Goiás e Folha de Caiapônia. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2019 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.