Na “Ilha das Flores”, não há flores!
É coberta de lixo e fétidos odores
Onde reinam a miséria e os desamores
Controlada pelos porcos e seus senhores!
Na “Ilha das Flores”, não há flores!
A degradação se mistura aos bolores
Aqui, a primavera perdeu suas cores
Onde seres humanos, disputam migalhas com roedores!
Na “Ilha das Flores”, não há flores!
O encanto cedeu lugar para os horrores
Os abutres se deliciam com o torpor dos catadores
E famílias sucumbem em meio à fome, urubus e
tratores!
Na “Ilha das Flores”, não há flores!
Não há flores, amores, que resistam... tantas dores.
Não há cidadania, que resista... tantos
machambetadores!
Mas, resta esperança que em meio à matança, nasçam
ainda, algumas Flores!
Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de
Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela
Universidade Federal de Goiás, com Habilitação
em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário
Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana.
Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e
palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais
Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e
críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto
livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e
crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”,
poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os
séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e 4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o
quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor
do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.
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