“Ouro de Tolo”, cápsula letal
Amnésia de um crime estatal
Engravatados mortíferos
A
estupidez de um equídeo
A
indiferença e o abandono
Responsabilidade
“sem” dono
Santa
Casa! Assombro
Políticas
públicas, escombro
Catadores
de materiais recicláveis
Indigentes,
esqueléticos e miseráveis
Misericórdia,
para os algozes
O
silêncio da injustiça, calando vozes
A
Justiça “cega” condenou as vítimas
E
imortalizou canalhas e suas políticas
A
honradez absolveu a infâmia e a indolência
Condecorou
a covardia e a incompetência
O
brilho cancerígeno azul fluorescente
Brinquedo
de criança dizimou inocente
O
coração do Brasil, Goiânia 1987
Cenário
macabro, Césio 137
Vidas
maculadas pela indiferença
De
um governo imoral, ingerência
Infanticídio,
Leide das Neves
Dores,
feridas cálidas... Vida breve
A
tragédia anunciada, caixão de chumbo
Os
“sem nomes”, o descanso
Em
“berço esplêndido”, casas de papelão
No
leito mortal, covas rasas, blindadas
Salve,
salve a “Cidade das Flores”
Funerais
floridos e diversos odores
Assim
entramos para a História Universal
Sob
a batuta de cretinos e a justiça estatal!
Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de
Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela
Universidade Federal de Goiás, com Habilitação
em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário
Claretiano, Pós-Graduando em Docência do
Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico,
recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião
e crônicas nos jornais Diário da Manhã
e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e
críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto
livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e
crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”,
poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os
séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e 4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o
quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor
do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.
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