Meu silêncio é dor
Minha indignação grito
A educação que ataca professor
A rudeza da vida desafio
A indiferença estatal constrange
Aos homens públicos brio
O chicote verte o sangue
A intolerância retrocesso
A mão sedenta tange
O preconceito ignorância
A senzala o rubro da dor
A inanição e a falência
O tronco o horror
O calvário de esqueléticos
O delírio do torpor
Zumbis epiléticos
A Casa-Grande o banquete
A hipocrisia o pavor
A miséria debaixo do tapete
Relinchos ecoam
Ferraduras tilintam
Ruminantes amontoam
A parvoíce triunfa
A plateia patética
O país afunda
No abraço dos afogados
Num surto paranoico
Ovacionam os traidores
E bajulam os saqueadores!
Aos amigos a lei
A toga acovardada
Aos inimigos os rigores da lei
Os tribunais soltando os canalhas
Isonomia a la brasileira
O parlamento e a estirpe das rameiras!
Pacóvios nostálgicos
Zurram pela ditadura
De joelhos e encilhados
Adeptos da “servidão voluntária”
O clamor da ignorância
Ferrão e feno para os parvos
E as migalhas dos porcos!
Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de
Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela
Universidade Federal de Goiás, com Habilitação
em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário
Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana.
Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e
palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais
Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e
críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto
livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e
crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”,
poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os
séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e 4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o
quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor
do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.
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