Os homens bons vomitam
Bombas e eu, poesias
Os excluídos
Funk e eu, Belchior
A famigerada ganância
Guerras e eu, paz
Os generais sanguinários
Canhões e eu, flores
Os reacionários de sempre
À direita e eu, transformação
Os canalhas públicos
Conservadorismo e eu, ruptura
Os néscios
Hitler e eu, Mandela
A estupidez
Stálin e eu, Gandhi
Os irracionais
Escravidão e eu, revolução
A religião
Servidão e eu, rebeldia
A estupidez
Ditadura e eu, democracia
A vida
Tormento e eu, alento
O vento
Furor e eu, brandura
A existência
Stress e eu, nirvana
Os cães
Ladram e eu, passo
Os golpistas
Apunhalam e eu, resisto
Os equídeos de plantão
Zurros e eu, ignoro
A juventude
Paixão e eu, razão
Os parasitas
Palanques e eu, ação
Os equivocados
Destino e eu, trabalho
Os derrotados
Prisão e eu, liberdade
Os vividos
Saudades e eu, encontro
Os indigentes
Abandono e eu, abraço
Os teóricos de botequim
Verborragia e eu, atitudes
A extrema
Intolerância e eu, tolerância
Os retrógrados
Racismo e eu, miscigenação
Os retirantes
Migalhas e eu, fartura
O Governo
A opressão e eu, resistência
A polícia
A repressão e eu, cérebro
O cassetete
A pancada e eu, livros
Os bajuladores de joelhos e eu, jamais
Omissão e eu, indignação
A covardia
Machismo e eu, desprezo
A indiferença
A opressão e eu, inspiração
“Como diria Dylan” Zé Geraldo
Escreva sua história pelas suas
próprias mãos
O povo
Resistência, esperança e eu,
atado!
Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de
Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela
Universidade Federal de Goiás, com Habilitação
em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário
Claretiano, Pós-Graduando em História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico,
recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião
e crônicas nos jornais Diário da Manhã
e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e
críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto
livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e
crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”,
poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os
séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e 4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o
quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor
do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.
Uau! Que escolha de palavras, estética... eu escutei o som da bomba com a estrutura fragmentada! Adorei.
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