segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A VIDA É UM GRANDE DELÍRIO


Parece que não nascemos para viver, nascemos para morrer.
Já nascemos chorando e partimos deixando outros tantos aos prantos.
Nascemos do amor e da dor, morremos deixando amores e as dores!
Morremos aos poucos, cada dia mais próximos do inevitável.
Vivemos acumulando todos os amores e todas as dores ao longo da
caminhada.
E quanto mais se vive, mais testemunhamos os sofrimentos e os tormentos da existência.
Do grande despertar ao eterno descansar.
Em águas claras e plácidas ou enfrentando a procela em seu furor?
A tênue linha entre viver e morrer reside nos recônditos de cada um...
Os segredos sepulcrais e as dores que insistem em não nos abandonar.
E não há força terrena ou não, que consiga aliviar o fardo de tamanha dor.
Um clamor que ecoa, como gritos do silêncio.
Frente ao Niilismo que inquieta a alma!
A humanização do homem se confronta com a materialização da existência.
Da insignificância do outro, diante de nós mesmos.
A indigência e a mendicância de seres e sentimentos invisíveis, indizíveis.
Uma vida vivida pela sobrevivência material e a insignificância do espiritual.
Diante do luto, o silêncio dos que já partiram, voltamos nosso olhar para
onde nunca deveríamos ter desviado.
Somos apenas o que somos. NADA.
E diante da fragilidade da vida, nos deparamos com o que nos trouxe até aqui, a morte.
O sono dos que amaram, lutaram... E em alguns casos, se entregaram, desistiram!


         Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

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