“O sertanejo e´, antes de tudo, um forte”
A natureza agredida resiste o Umbuzeiro
O clamor da vida e a beleza do Juazeiro
Onde está a água meu Deus bondoso?
Que
esturricou o açude e o rio caudaloso,
Aumentando
o sofrimento de seu povo
Deixando-os
em pele e osso...
O
vaqueiro e a terra arrasada
A
resistência e a cultura da vaquejada
Meu
sertão abrasivo, em chamas
Ainda
temos um fio de esperança
A
cada momento nasce uma criança
Fazendo-nos
acreditar na vida, na bonança!
A
caatinga e a agonia do bioma
Desmatamento
histórico e a seca como herança
Minha
força, minha sede, nos mantém de pé
Uma
região esquecida, mais um povo de fé
Esperança
em Deus e em “meu Padim, padi Ciço”, forte
Nordeste
de luta, meu Juazeiro do Norte!
A morte
que insiste no sertão
Mãos
calejadas e grandeza da tradição
Cultura
nordestina, orgulho, Patativa do Assaré
Cordel,
Xaxado, Baião, Acarajé
“Auto
da Compadecida”, Ariano Suassuna
A
poesia da seca, “Morte e vida Severina”
A
brava luta do picui, chupa dente, ameaça
Ararinha
azul, tatu-bola, queixada
A asa
branca bateu asas e foi-se embora...
Foi
quem sabe, para junto de Nossa Senhora
Interpelar
por nós a toda hora
Para
que mande as chuvas ao romper da aurora.
Um
campo santo em cada quintal
Fome,
miséria e a riqueza do sisal
Asa
Branca saiu em revoada sobre a terra petrificada.
E
levando consigo, nosso irmão Luiz Gonzaga
Que
juntos nos aguardam em meio às cascatas,
Onde um dia, faremos nossa última morada!
Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de
Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela
Universidade Federal de Goiás, com Habilitação
em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário
Claretiano, Pós-Graduando em Docência do
Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico,
recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião
e crônicas nos jornais Diário da Manhã
e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e
críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto
livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e
crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”,
poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os
séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e 4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o
quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor
do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.
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