quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

CANÇÃO DO MARTÍRIO


PARODIANDO GONÇALVES DIAS

Minha terra tem lobeira, pequizeiro,
Onde perpetua tucanos e uiva o Lobo-Guará
O Cerrado de troncos retorcidos, quase extinto
Como a moral dos homens públicos de cá.

Nosso céu tem mais cores, ilumina
Nossas praças mais abandono
Nossas esperanças a morte
Nossos governantes mais  propina.

Em cismar, dia e noite
Mais vergonha encontro eu cá
Minha terra tem pequizeiro
Onde uiva o Lobo-Guará.

Minha terra tem OS e injustiça
Que a Justiça deixou calar
Em cismar, dia e noite
Mais miséria eu encontro cá
Minha terra tem pequizeiro,
Onde uiva o Lobo-Guará.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu veja o abutre se fartar,
Da carne podre que tem até Alvará
Mais vergonha encontro eu cá
Com a Lista do Fachin
Que parece a de Ali Babá!

Marcos Manoel Ferreira nasceu aos 23 dias de abril de 1968, na cidade de Goiânia, Goiás. Pedagogo, pela Universidade Federal de Goiás, com Habilitação em História da Educação Brasileira; Historiador, pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior. Professor, poeta, escritor, coordenador pedagógico, recreador infantil e palhaço voluntário de hospital. Escreve artigos de opinião e crônicas nos jornais Diário da Manhã e Jornal Opinião Goiás. “FLORES E ODORES”, poesias líricas, políticas e críticas, publicado em 2017 (1ª. Edição), 2018 (2ª. Edição) foi seu sexto livro. O primeiro “DESPERTAR”, poesias diversas, 1999; o segundo, “FRAGMENTOS”, artigos de opinião e crônicas, publicados em alguns jornais da capital, 2011; o terceiro, “ELZA”, poesias líricas, 2013; o quarto, “O MUNDO EM FOCO” – Um breve olhar sobre os séculos XX e XXI, atualidades, didático, 2013 1ª. e 2ª. edições; 2014 3ª. e  4ª. edições; sendo a 5ª. edição em 2015 e o quinto, “HONORÁVEIS CANALHAS”, poesias políticas, críticas, em 2015. Vencedor do 2º. Concurso Literário Deriva, 2018.

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